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quinta-feira, 3 de maio de 2012

QUERO TE VER!

Com saudades e dominando as teclas do telefone com a ajuda de um adulto, seu filho te liga enquanto você está no trabalho e diz “mamãe, volta pra casa” ou “você vai demorar?” Depois de ouvir essas frases, seu coração murcha. E você pensava que a fase mais difícil seria a volta da licença-maternidade!

Isso ocorre, pois a criança realmente está com saudades e quer vê-la logo. Sentimento muito comum entre 2 e 3 anos. Sentem falta do adulto que lhe dá segurança. Mas cuidado para não chorar ao telefone. Pode passar insegurança. Imagine você ouvir o seguinte discurso: “Mamãe vai trabalhar porque precisa, é legal, divertido, mas volto no final do dia”. E ao telefone você chorar depois de ouvir o lamento. É para se indagar: se é tão bom, porque ela chora? Nessa hora, respire fundo e tente parecer que está tranqüila para passar segurança à criança. Diga que no momento não pode ir, porque está trabalhando, mas que volta no fim do dia. Procure estabelecer um diálogo com ela, perguntando o que já fez, se comeu, brincou. Não pergunte se gosta de você ou se está sentindo a sua falta, porque pode desencadear uma fragilidade que ela está tentando superar. Se tiver vontade de chorar, deixe para fazer depois de desligar o telefone. Aos poucos, a criança se acostuma com a rotina.

O importante é que você conduza tudo com muita calma, mesmo com o coração amassado. Quando puder, saia mais cedo do trabalho ou vá almoçar em casa. E aproveite muito o tempo em que estiver junto dela.

Fonte: Boletim Online CRESCER.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Ciúme de irmão

Sentimento difícil de controlar, o ciúme costuma “dar o ar da graça” sempre que seu filho precisar disputar sua atenção e carinho com alguém. Este sentimento, que antes da chegada de um irmão pode se manifestar de forma passageira, após o nascimento do bebê, em muitos casos, passa a ser contínuo e intenso. É difícil lidar com a situação? Sim, pois muitos casais decidem ter o segundo filho quando o mais velho tem entre 2 e 3 anos. Uma fase em que ser o mais velho não significa ter o controle sobre suas emoções, por exemplo. Por isso, recomenda-se ter muita paciência e se dividir ao meio, literalmente. Virar um monstrengo, com muitos braços, pernas, olhos, bocas e uma inacreditável atenção múltipla.

Segundo especialistas, o ciúme pode ser um importante aliado no amadurecimento da criança. Ela é obrigada a lidar com novas regras e a pensar novas estratégias para isso. Outra perspectiva positiva: ele pode funcionar como cimento para a construção da imagem da criança. É que a batalha pelo amor dos pais estimula a diferenciação, e por isso ajuda na formação da personalidade.

Compreensão nessa hora é fundamental, pois, quando os pais não se excedem em reprimendas e punições, o filho mais velho e o mais novo tendem a se enfrentem pacificamente em suas competições.


Fonte: Boletin CRESCER. Acesso em: <14.04.2012>.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Agressividade na infância: até que ponto é normal?

Fragilidade e insegurança. Esses são os dois principais motivos que ocasionam comportamentos agressivos por parte das crianças, podendo resultar em ferimentos nela própria e em outras pessoas. Situações como o nascimento de um novo bebê na família, separação dos pais ou então a perda de algum parente próximo contribuem para a mudança repentina na maneira de agir do filho.

"As crianças são totalmente emocionais e pouco racionais. Por não saberem lidar com alguns sentimentos, podem expressá-las por meio de atos agressivos", explica a especialista em psicologia clínica para crianças e adolescentes, Keila Gonçalves.

Sabe-se, no entanto, que a agressividade não é um traço de personalidade. Se seu filho está agressivo, certamente ele está sendo influenciado pelo cotidiano familiar e, em menor escala, por fatores externos, como a televisão, amizades, entre outros.

Segundo Keila Gonçalves, os pais devem ficar preocupados quando as atitudes perturbadoras se tornam prolongadas. "Algumas vezes, as crianças apresentam uma agressividade não apenas transitória, mas permanente, ou seja, parecem estar sempre provocando situações de briga. Este é o momento de entrar em ação".

Observar muito bem cada atitude e manter o diálogo são os primeiros passos para descobrir a causa o problema. Muitas vezes, o pequeno da família pode estar vivendo situações de conflito, seja em casa ou na escola, que o faça desempenhar algum tipo de papel, agredindo e deixando-se agredir, como conseqüência desta dinâmica em que pode estar inserido.

O comportamento hostil geralmente se origina por inúmeras razões: dificuldade de relacionamento com outras crianças; algum tipo de abuso ou humilhação por parte dos adultos; pais que evitam dizer “não” quando necessário (podendo transformar em uma criança possessiva) ou excesso de cobrança.

Nesses casos, a criança precisa de ajuda, mais do que de punição. Torna-se urgente assisti-la, por meio de muita observação e diálogo, para que se possa interromper esse ciclo de violência. É recomendada a ajuda de um especialista, que orientará os pais sobre a maneira correta de proceder.

Outra medida importante é a relação de cumplicidade entre a família e a escola. Saber sobre o comportamento do seu filho fora de casa e informar a educadora sobre os problemas percebidos podem ser fundamentais. "Muitas vezes, há uma melhora sensível quando a criança percebe que seus pais enxergaram o problema", revela a psicóloga. Como se percebe, o afeto é o caminho mais tranqüilo e menos doloroso para arrancar a tensão de dentro do seu querido. Basta saber usá-lo.


segunda-feira, 9 de abril de 2012

O poder do carinho

Pesquisa relaciona a criação afetuosa com o desenvolvimento cerebral da criança

Pesquisa relaciona a criação afetuosa com o desenvolvimento cerebral da criança Stock Photo/Divulgação

O afeto dos pais traz benefícios fundamentais para o desenvolvimento da criança, tanto no campo social — aumentando sua capacidade de convívio —, quanto no âmbito emocional — levando à formação de uma personalidade terna e amorosa. A conclusão é de um estudo realizado pelo Departamento de Psiquiatria da Escola de Medicina da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, segundo o qual os meninos e meninas criados com carinho familiar costumam apresentar um hipocampo (área cerebral relacionada ao aprendizado) quase 10% maior que as demais.

A pesquisa, realizada por psiquiatras e neurocientistas da universidade, revela, pela primeira vez, uma relação entre o impacto do carinho na infância, as especificidades psicológicas e sociais desenvolvidas posteriormente e o tamanho dessa região do cérebro.

Para chegar às conclusões, os pesquisadores analisaram imagens cerebrais de 92 crianças de sete a 10 anos que já haviam sido avaliadas previamente entre os três e os seis anos. Quando eram mais novas, o vínculo afetivo delas com os pais, principalmente com a mãe, foi observado em momentos considerados estressantes, como a espera para abrir um presente desejado. A capacidade dos pais em acalmar o filho nessas circunstâncias foi o parâmetro utilizado para definir se o menino ou menina tinha uma criação afetuosa, já que a situação simula situações de ansiedade.

— O estudo é muito objetivo. Não analisamos os pais que se consideravam carinhosos. Nós nos baseamos, sobretudo, no comportamento deles e na extensão de seu carinho em condições adversas — explica Joan L. Luby, chefe do Programa de Desenvolvimento Emocional na Primeira Idade da universidade e uma das principais condutoras da pesquisa, publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Segundo ela, o carinho familiar auxilia também no combate ao estresse e à depressão. Joan ressalta ainda que o hipocampo pouco desenvolvido está relacionado à suscetibilidade da criança em desenvolver, principalmente na adolescência, problemas como o transtorno depressivo maior (TDM), que influencia o impacto e a abordagem terapêutica do transtorno de déficit de atenção e hiperativade (TDAH) em adultos.

Autoconfiança
Para a psicóloga Selma Afonso Nazaré, o toque de carinho, além de ser um ato "gostoso" em qualquer idade, estimula o corpo em diversos aspectos.


— Fisicamente, os sinais corporais, como a respiração, o sorriso e o olhar são beneficiados. Se levarmos em consideração o lado afetivo, a estabilidade emocional, a amabilidade, o humor, a autoconfiança e a serenidade são ressaltados durante a vida infantil. As crianças criadas em um ambiente carinhoso se desenvolvem psicossocialmente e se tornam mais saudáveis e interativas com os familiares e amigos da escola, estabelecendo vínculos afetivos em qualquer fase da vida — destaca.

A jornalista Sal Freire e o professor universitário Rodrigo Dantas, pais de João, 14 anos, lembram que a qualidade e quantidade dos carinhos trocados com o filho foi um dos elementos que proporcionaram a construção de um vínculo forte com ele. Desde que João era recém-nascido, a jornalista percebia sua capacidade de tranquilizá-lo em situações estressantes com um ato carinhoso.

— Hoje, ele já desenvolveu recursos próprios para superar momentos estressantes — completa.


segunda-feira, 2 de abril de 2012

Pais ausentes ou muito presentes na escola podem prejudicar estudos das crianças

Thinkstock
Para que a criança tenha um bom aprendizado, é importante que os pais participem da vida escolar dos filhos, mas respeitando a autoridade da escola.

Há quem acredite que frequentar reuniões de pais e mestres nas escolas dos filhos é chato e entediante. Uma vez que confiaram na instituição, não é preciso perder tempo para saber o andamento da educação. Outros se intrometem tanto que querem ensinar aos professores a melhor maneira de educar seus filhos.

De maneias distintas, ambos estão errados. Afinal, qual o limite da relação entre pais e professores? "Eles são educadores, cada um em seu âmbito. A convivência entre pais e professores deve ser de harmonia e respeito mútuo", diz o engenheiro e professor José Carlos Pomarico, diretor geral do Colégio Joana D’Arc, em São Paulo.

Tudo começa com a escolha da instituição de ensino. Antes de matricular o filho, pais devem avaliar quais são os métodos educacionais, a proposta, a linha pedagógica adotada, para saber se eles concordam com a linha que adotaram para educar as crianças. "As divergências, caso venham a existir no decorrer do processo, devem ser resolvidas diretamente com a escola, não deixando que cheguem ao aluno", afirma José Carlos Pomarico.

Confiança é o ponto chave, por isso é tão importante escolher a escola com calma. “Uma boa relação é construída a partir da noção de parceria. Os alunos precisam se sentir seguros sobre os caminhos que a escola orienta, os quais foram aprovados previamente pela família”, diz o diretor pedagógico Nivaldo Canova, do Colégio Giordano Bruno, de São Paulo.

É importante que pais participem do cotidiano escolar e contribuam com suas experiências, tenham um diálogo com os profissionais. Contudo, é fundamental que cada um desempenhe o papel que lhe cabe na formação das crianças e jovens. "Educar não é uma tarefa fácil, mas o princípio básico é a coerência entre o que se fala e o que se faz diante de regras", explica a diretora Tatiana Martinez, do Colégio Rio Branco – Unidade Granja Vianna, em São Paulo.

Papéis bem definidos
Até que ponto um não avança o campo do outro? Tudo o que diz respeito à educação dos filhos é de responsabilidade dos pais e isso só muda à medida que a criança vai crescendo e tomando suas próprias decisões.

"O papel dos professores está restrito ao que compete à educação escolar, no cumprimento de regras estabelecidas para o bom convívio coletivo”, explica a psicóloga educacional Marli da Costa Ramos Scatralhe, diretora pedagógica do Colégio Mario Schenberg, em Cotia (SP). Resumindo: à família cabe educar o filho, à escola ensinar o aluno, exercitando regras de convivência, compartilhando, respeitando as individualidades, aos bons hábitos de higiene e respeito ao meio ambiente.

Cuidado com os erros frequentes
Excesso de zelo
Acompanhar o processo educativo da escola não se restringe a conferir lições de casa ou mesmo frequentar reuniões. Mas ultrapassar muito esse limite não é bom. Pais superprotetores prejudicam os filhos em todos os âmbitos –e não só no escolar. “Eles acabam criando crianças dependentes, inseguras e que precisam o tempo todo de atenção, não conseguem realizar tarefas simples sem consultar ou ter a aprovação de professores e ficam contrariadas quando não atingem um objetivo proposto”, avalia Tatiana Martinez.

Muitas vezes, tentar inocentar o aluno de qualquer ação impede que se tomem as medidas necessárias para correções importantes. E isso atrapalha a escola e prejudica a formação. “Há casos em que a superproteção é usada como compensação de outras omissões dos pais. Aí o mal é duplo: na omissão e na superproteção, ambos punindo a criança, provocando, inclusive, desvio de caráter”, diz Maria Edna Scorcia, diretora pedagógica do Colégio Joana D’arc, em São Paulo. E tem mais: intervir demais nas decisões escolares só demonstra desconfiança na instituição. Assim, será difícil exigir que a criança respeite a escola, já que seus pais não a respeitam.

Falta de acompanhamento
Há pais que acham que ao pagar uma boa instituição de ensino para os filhos não precisam dar mais atenção ao assunto, podendo cuidar de seus afazeres. “Este, sem dúvida, é o mais triste contexto familiar que a escola tem de lidar. Filhos de pais omissos geralmente têm problemas na aprendizagem, pois têm resistências no seu papel de estudante ao não encontrar na família orientação, cuidado, zelo e cobrança sobre o que compete a eles enquanto estudantes”, diz Marli da Costa Ramos Scatralhe.

Não são raros os os estudantes que são infelizes e têm sua formação comprometida. “É uma sensação de desamparo. Não são poucas as vezes que a escola ampara alunos cujos pais faltam às comemorações. As crianças, chorando, perguntam se sabíamos por que não compareceram à festa”, conta José Carlos Pomarico. E a desculpa é sempre igual: falta de tempo. “Como a divisão do tempo é uma questão política, ao educador fica sempre a impressão de desinteresse”, completa.

Subestimar a reunião
Chamar pais para uma conversa sobre a vida escolar do aluno é muito mais importante do que alguns imaginam. É nesse período da reunião que as diferentes visões que escola e família têm da criança são ajustadas para possibilitar que medidas corretivas sejam tomadas e aceitas com naturalidade.

Nesta hora, professores se apresentam aos pais como são e não como uma figura difícil, fruto dos relatos de alunos enraivecidos. “Não é um momento para tirar satisfações, mas, sim, para se informar sobre o desenvolvimento do filho e se orientar e descobrir como colaborar com esse desenvolvimento”, diz Maria Edna Scorcia.

Ao mesmo tempo, a oportunidade mostra para o filho o quanto o que acontece com ele na escola é importante. “Usar este horário para conversar com pessoas que olham, cuidam, formam e que são modelos, referências para a vida deles. Os alunos se sentem valorizados e estimulados ao perceberem que a escola e a família são parceiras e dividem as responsabilidades na sua formação”, diz Tatiana Martinez.


Fonte: http://estilo.uol.com.br/comportamento/ultimas-noticias/2011/11/19/pais-ausentes-ou-muito-presentes-na-escola-podem-prejudicar-estudos-das-criancas.htm. Acesso em: <22.11.2011>.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Mais filhos únicos

 Shutterstock

Puxe pela memória. Na sua infância, quantos amigos da escola eram filhos únicos? Poucos, não é mesmo? Agora pense nos amigos do seu filho. Quantos deles têm irmãos? Boa parte, apostamos, é filho único.

Dados divulgados recentemente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), na divulgação do Censo 2010, mostram que a taxa de fecundidade da mulher brasileira caiu para 1,86 filho por mulher em 2010, bem inferior à taxa de 2,38 filhos observada dez anos atrás.

Mudanças sociais e econômicas estão deixando a árvore genealógica nacional cada vez mais enxuta, sobretudo nos grandes centros urbanos. As taxas mais baixas de fecundidade foram observadas nos estados do Rio de Janeiro (1,62 filho por mulher), São Paulo (1,630 e no Distrito Federal (1,69), enquanto a taxa mais alta ocorre no Acre (2,77).

De acordo com o relatório, o declínio dos níveis de fecundidade ocorreu em todas as grandes regiões brasileiras, principalmente no Norte (de 3,16 filhos por mulher para 2,42) e no Nordeste (de 2,69 para 2,01), que possuíam os mais altos níveis de fecundidade em 2000.

Segundo o IBGE, também se notou uma mudança comportamental: começa a cair a participação das mulheres mais jovens (15 a 24 anos de idade) em novos nascimentos, e cresce a fecundidade entre as com mais de 30 anos, passando de 27,6% em 2000 para 31,3% em 2010.

Os números reforçam uma tendência dos casais que optam por diferentes razões em ter apenas um filho. Dedicar-se, primeiro, aos estudos e à carreira, focar o investimento em uma única criança, ter mais tempo para outras atividades são algumas delas.

A estilista Adriana Fiori, 37 anos, e o marido, o arquiteto Rogério Freitas, 41 anos, fizeram planos para ter apenas um filho. Júlia nasceu há 2 anos quando eles já estavam casados há 5. “Sempre quis ser mãe, mas não queria abrir mão dos estudos e da minha carreira. Quando Júlia nasceu, passei a trabalhar mais tempo em casa, mas agora que ela está na escola, retomei a antiga rotina. Decidimos ter um filho só para poder oferecer o melhor à ele e, ainda assim, manter os meus interesses e do Rogério”, diz.

Para a psicanalista – e filha única - Diana Corso, hoje em dia é muito mais fácil ser mãe de apenas uma criança, assim como é mais fácil ser filho único. “Atualmente, os casais que optam por apenas um filho não são discriminados como há alguns anos. Antes, ter um filho só poderia ser considerado uma vergonha. Não se cogitava que aquela era uma opção do casal, já se pensava em um problema no casamento ou na fertilidade da mulher. Hoje, quando nos referimos a uma família com apenas um filho, não dizemos que eles têm “apenas” um filho, e sim, eles têm um filho”, compara a especialista.

As crianças também não saem perdendo. Por muito tempo, os filhos únicos carregaram um estereótipo de crianças mimadas, já que não aprendiam a dividir com seus irmãos. Atualmente, eles têm que dividir os pais com outros interesses, como o trabalho. Também se dizia que filhos únicos eram mais solitários. “Isso é um mito. Uma relação de amizade entre irmãos é tão rara como o amor entre duas pessoas. Pode acontecer ou não. Ter um irmão significa a possibilidade de um laço, não a certeza”, completa Corso. Mas, se ainda assim, você está preocupada com a educação do seu filho único, veja a seguir algumas dicas que vão ajudá-la nessa tarefa:

Faça uma lista de seus medos (como imaginar que seu filho convive com crianças que são má influência ou o que pode acontecer se ele for sozinho a uma festa) e elimine o que você descobrir que não faz sentido
Conheça a capacidade de seu filho em diferentes estágios do desenvolvimento. Dê a ele oportunidades para ter aventuras e para fracassar
Discuta confiança com seu filho. Acredite que o sistema de valores de sua família orientará as decisões de seu filho quando ele crescer
Deixe seu filho resolver alguns problemas sozinho. Não fique sempre lá para juntar os cacos
Saiba que em alguns momentos é importante ceder e deixar seu filho descobrir como agir sozinho
*Dicas do livro Criando Filho Único (editora M.Books), de Carolyn White

Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI280126-15546,00-MAIS%20FILHOS%20UNICOS.html. Acesso em: <30.11.2011>.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Depressão dos pais pode influenciar problemas emocionais na criança

Um quarto dos filhos com pais depressivos sofrem com distúrbios comportamentais


Crianças com pais que possuem sintomas de depressão ou outra condição mental têm um risco maior de desenvolver problemas comportamentais ou emocionais, diz estudo da New York School of Medicine (EUA) e publicado no periódico Pediatrics.

A pesquisa analisou 21.993 crianças que moram com seus pais. Eles perceberam que, se a mãe tem sintomas depressivos, o risco de a criança ter problemas emocionais ou comportamentais é maior do que se o pai é afetado por esses mesmos sintomas.

Os pesquisadores descobriram que a taxa desses problemas nas crianças são:
- 25% se ambos os pais têm sintomas de depressão;
- 19% se apenas a mãe é afetada;
- 11% se apenas o pai é afetado;
- 6% se nenhum dos pais é afetado.

Para os estudiosos, pesquisas futuras são necessárias para identificar problemas mentais nos pais. 

Dicas para você sair da depressão
Todos os dias podem parecer uma batalha quando você está deprimido. O tratamento médico e as terapias são os passos mais importantes a serem dados para a plena recuperação. Porém, existem coisas que você pode fazer que ajudam a se sentir melhor. Veja as dicas que a psicoterapeuta cognitivo comportamental Evelyn Vinocur dá para você se afastar de vez da depressão:

1) Reconheça os sinais precoces
É importante reconhecer e tratar a depressão o mais precoce quanto possível, o que diminuirá os riscos de você deprimir novamente. Se você fingir que o problema não está ocorrendo, provavelmente você se sentirá pior. Você precisa observar os tipos de eventos que contribuíram para a depressão no passado e ficar alerta aos sintomas precoces.

2) Estabeleça objetivos possíveis
Você pode se sentir esgotado pelas mínimas que fizer em casa ou no trabalho. Não seja durona com você. Lembre-se que a depressão é uma doença e que você não deve extrapolar além das suas possibilidades. Mantenha o foco em metas objetivas, pequenas, realísticas e alcançáveis e assim você vai facilitar a sua volta as rotinas em casa, com a família e no trabalho.

3) Faça o que gostar
Tire um tempo para fazer coisas que goste. Reúna-se com amigos. Caminhe. Vá ao cinema. Jogue um jogo que você já não joga há anos.

4) Não tome decisões importantes
Uma vez que a depressão pode distorcer a sua interpretação das coisas, é mais prudente não tomar nenhuma decisão importante nesse momento, como pedir demissão do emprego, ou se mudar, etc., até você melhorar da depressão.

5) Não beba
Apesar de você achar que o álcool pode fazê-lo se sentir melhor, o álcool pode piorar muito a sua depressão. Pessoas deprimidas estão em alto risco de se envolver em abuso de álcool ou de outras substâncias psicoativas e o álcool interage com os antidepressivos.

6) Faça exercícios
Existem cada vez mais evidências que o exercício ajuda na depressão leve ou moderada. Encontre uma atividade que você goste, comece devagar e repita três vezes na semana, por 20 a 30 minutos. 

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Com poucos minutos ou muitas horas livres, aproveite o dia a dia ao lado dos filhos

Trabalho, afazeres e preocupações do dia a dia ocupam muito mais tempo do que os adultos gostariam – e quem mais sofre são as crianças. Por isso, reavaliar as prioridades, organizar horários e aproveitar melhor os momentos em família são fundamentais para uma relação saudável entre pais e filhos.

“Educar exige tempo, sim. Não dá para fazer uma conta de quanto será necessário por dia. Podem ser cinco minutos bem bons ou duas horas, apesar de os dois casos não serem a mesma coisa. É preciso dedicação”, alerta a psicopedagoga Tânia Ramos Fortuna, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Sem regras de tempo
Dividir o tempo disponível em horas só para os filhos e outras para resolver problemas não é a atitude ideal. O melhor mesmo é compartilhar todos os momentos possíveis. “Cronometrar horários de convivência pode ser um desastre. A conversa deve fluir naturalmente, assim como o convívio, e é fundamental para que vocês possam se entender”, diz a psicóloga Cynthia Boscovich.

Não tem outra opção: para conhecer os filhos, é preciso participar de suas vidas. E isso pode ser feito de várias formas – até durante as brincadeiras. “As crianças percebem quando os pais não estão envolvidos com elas. Ouvi-las e prestar atenção às suas necessidades é sempre muito importante”, comenta Cynthia.

De fato, saber ouvir realmente as dúvidas e alegrias é importante para um relacionamento bem sucedido com os filhos. “Os pais devem buscar o equilíbrio sempre. Descansar de suas atividades rotineiras para dar atenção de qualidade aos pequenos; esquecer um pouco os horários, a agenda e a ansiedade, que consome um tempo precioso”, explica a psicopedagoga e psicanalista infantil Deborah Cristina Ramos, do Instituto Brasiliense de Medicina.

Já que não dá para dividir o tempo, o melhor é incluir as crianças em atividades do dia a dia, como fazer compras no supermercado. “Estarem próximos e passarem juntos por momentos agradáveis fará com que, ao crescerem, os filhos tenham os pais também como amigos e companheiros, pois desde a infância existe um vínculo de confiança. Eles saberão que podem contar e compartilhar suas vidas”, diz a psicóloga e psicopedagoga Maria Cecília Galelo Nascimento, professora da Universidade Paulista (Unip).

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Pesquisa afirma que filhos únicos são mais felizes

Pesquisa afirma que filhos únicos são mais felizes

Um estudo feito pela Universidade de Essex, na Grã-Bretanha, avaliou mais de 100 mil pessoas em 40 mil lares e revelou que filhos únicos são mais felizes. Fatores como disputa de atenção dos pais e bullyng entre irmãos podem ser fatores que influenciam neste resultado.

Segundo a coordenadora da pesquisa, Gundi Knies, as principais razões para chegar a esse resultado é que o filho único não precisa lutar pela atenção dos pais, não sofre bullying dos irmãos mais velhos, nem recebe apelidos maldosos, fora o investimento dos pais nele que é total.

A pesquisa descobriu que 31 % das crianças afirmam que são atingidas, chutadas ou empurradas por um irmão ou irmã. Outros se queixam de terem pertences roubados por irmãos e serem chamado de nomes ofensivos.

O Instituto de Pesquisa Social e Econômica da Universidade de Essex, analisou 2500 questionários e apontou fatores como competição pela atenção dos pais ou o fato de que os brinquedos, doces ou espaço precisam ser compartilhados poderiam ser os culpados pela infelicidade maior dos irmãos.

O pofessor Dieter Wolke, da Universidade de Warwick, realizou trabalho sobre as tensões entre irmãos e irmãs e afirma que 54% dos irmãos estavam envolvidos em bullying de uma forma ou de outra. Embora não haja também uma evidência que aponta o apoio entre irmãos, ele alertou que as crianças que enfrentaram o assédio moral, tanto em casa como no playground foram particularmente vulneráveis a problemas de comportamento e infelicidade.